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domingo, 21 de agosto de 2011

Ministério do Trabalho e Emprego aprova a NR 34




Novas regras para a indústria naval: MTE aprova a NR 34


11/10/2010

Indústria Naval e Offshore, Trabalho e Emprego


Novas regras para a indústria naval: Ministério do Trabalho e Emprego aprova a NR 34


Depois de mais de 30 anos estagnada no país, a indústria da construção e reparação naval brasileira ganha novas regras de trabalho e meio ambiente no intuito de evitar a ocorrência de acidentes. A Norma Regulatória 34 (NR 34: Condições e Meio Ambiente de Trabalho na Indústria da Construção e Reparação Naval) atualiza e aperfeiçoa orientações para o exercício de diversas atividades neste setor, entre elas o trabalho a quente (por exemplo, soldagem e goivagem), montagem e desmontagem de andaimes, jateamento e hidrojateamento, movimentação de cargas, instalações elétricas provisórias e trabalhos em altura.


Estaleiro Atlântico Sul, SUAPE, Pernambuco

O setor naval já emprega 80 mil pessoas no Brasil, número que pode passar de 100 mil num prazo de dois anos. Somente no Estaleiro Atlântico Sul são cerca de 4 mil. Quanto mais gente trabalhando, mais riscos de ocorrer acidentes como o que vitimou o soldador Lielson Ernesto da Silva, 25 anos, que faleceu em julho de 2009 após ter sido atingido por uma placa de aço de uma tonelada. Em maio deste ano, o montador Joelson Ribeiro de Souza, 47, caiu da base da chaminé do primeiro navio construído em Pernambuco – o recém batizado João Cândido – e não resistiu.

“O setor naval não tinha uma norma própria. Utilizava a NR-18, elaborada para a construção civil, que não atende às suas especificidades. Com a retomada dessa indústria, surgiram demandas tanto por parte das empresas quanto dos trabalhadores e nós elaboramos a NR-34″, explicou o auditor fiscal do Ministério do Trabalho, Luiz Carlos Lumbreras, coordenador da Comissão Tripartite sobre Condições de Trabalho na Indústria Naval (CT Naval). Ele está no Recife participando da reunião final de elaboração da norma.

A NR-34 levou mais de dois anos para ser finalizada. Começou com a criação da CT Naval, em janeiro de 2008, passou pela formação de um grupo técnico específico para estudar e discutir os procedimentos de trabalho realizados em estaleiros (GTT-NR34), em março daquele ano, e pela elaboração de um texto base que foi levado à consulta pública. O processo termina agora com o envio do textopara a Comissão Tripartite Paritária Permanente do Ministério do Trabalho. A expectativa é a de que ela seja publicada no Diário Oficial da União em outubro, com aplicação imediata. As empresas do setor, entretanto, terão 90 dias se adequar.

Segundo o representante do Sindicato Nacional da Indústria da Construção e Reparação Naval (Sinaval), Marcelo de Carvalho, a aplicação da NR-34 não traz custos diretos para os estaleiros. “Teremos custos indiretos com treinamento dos técnicos e engenheiros de segurança. Será um aprendizado, pois vamos trabalhar em cima dos equipamentos e procedimentos que já adotamos”, comentou.

É bom lembrar que os afastamentos não ocorrem apenas devido a acidentes. Existe uma série de doenças causadas por uma atividade industrial como a construção e reparação de navios, a exemplo das que acometem o trato respiratório. Para facilitar o treinamento dos profissionais será editado um manual ilustrado dentro de aproximadamente seis meses.

Micheline Batista (Diário de Pernambuco)


Faltam engenheiros para obras que se espalham pelo país


Faltam engenheiros para obras que se espalham pelo país
Canteiros se multiplicam impulsionados pelas taxas de crescimento e tarefas gigantescas, como preparar o país para a Copa, as Olimpíadas e as obras do PAC; empresas fazem de tudo para atrair estes profissionais cada vez mais cobiçados
DO G1.COM


Em Pernambuco, engenheiro jovem não tem dificuldade nenhuma para conseguir emprego, mesmo sem experiência. Nada de festa, nem convidados. A colação de grau antecipada é para quem tem emprego garantido e precisa do diploma. “A gente, na faculdade mesmo, já começa a trabalhar e aí quando se forma já está inserido no mercado”, diz o engenheiro mecânico Rodrigo Fonseca Lima Selva.

E quem correu para entrar no mercado está rindo à toa. Marília, nunca imaginou que receberia tantas propostas de emprego. “Eu tive oportunidade de escolher entre quatro empresas para poder trabalhar”, conta.

Os canteiros de obras se multiplicam por todo país, impulsionados pelas taxas de crescimento da economia e algumas tarefas gigantescas como preparar o país para a Copa do Mundo, as Olimpíadas e construir as obras do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC). O problema é que faltam engenheiros para tantas obras e as empresas estão fazendo de tudo para atrair estes profissionais cada vez mais cobiçados.

José Wilk saiu de João Pessoa há uma semana para trabalhar na construção de casas populares em Barreiros, interior de Pernambuco.

Quem dá o treinamento também é novo na profissão. Tafarel, de 23 anos, formado há um ano, já foi promovido. E o salário inicial pulou de R$ 4.600,00 para R$ 5.600,00 em três meses. “Daqui a um tempo, eu pretendo assumir uma chefia de obra”, ele diz.

Engenheiro muito experiente é disputado a peso de ouro. “Esta obra daqui nós temos engenheiros, hoje, de R$ 12 mil a R$ 20 mil”, afirma o coordenador de obras Valdemir José Henz.

As universidades brasileiras formam 32 mil engenheiros por ano, mas ainda é pouco. “Nós temos que dobrar a quantidade de engenheiros no mercado para atender já esta demanda até 2014. Acho que podemos chamar a juventude para acreditar nas profissões das áreas tecnológicas”, destaca José Mário Cavalcanti, do Conselho Regional de Engenharia e Arquitetura.